" O ANÔNIMO "
Não percebi de onde ele veio.
Quando vi le já se acentava ao meu lado, no banco do ponto de ônibus.
Uma parada qualquer em uma pequena cidade perdida, nos confins da Bahia.
Olhou a enorme mochila ao meu lado, e perguntou:
- Indo, ou vindo?
- Como?indaguei.
- Tá chegando, ou tá partindo?
- Ah! Partindo.
- Por que?
- A firma em que eu trabalhava teve que fazer um "enxugamento", e os mais novos "dançaram". Cê sabe como é né, a crise.
- Tá muito triste?- me prguntou.
- Tô. Queria voltar pra casa como bem sucedido...
-Ora,cortou ele,não vejo fracasso em quem busca o que quer. Vejo fracasso em quem espera pelo que quer, sem lutar para consegui-lo. Sem ir atrás de seus sonhos.
A estrada para seu objetivo pode ser longa. Mas, sua caminhada até aqui já diminuiu a distancia entre ele e voce.
Ainda que hoje este tropeço lhe pareça amargo, toda experiência é válida.
Oh, meu ônibus. Boa sorte.
E se foi, sem nem mesmo me dizer seu nome.
Ainda hoje me lembro dele, e lhe agradeço as palavras que me disse aquele dia,naquele momento.
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