Sempre aprendemos algo observando os animais.
Vi, certa vez, a filmagem de uma búfala que pastava tranquila, e solitariamente, com seu filhote, à beira de um riacho.
Derrepente são atacados por um leopardo.
Mãe e filhote correm para se salvarem de tão terrível predador.
A mãe consegue se safar.
Seu filhote, sem ter a mesma sorte, é atingido por uma patada, que o arremessa para dentro do riacho.
Ele se debate para evitar a mordida fatal, em seu pescoço.
A mãe ainda volta para tentar salva-lo, ainda que arrisque a própia vida para isso.
Mas, é rechaçada pela fera.
O filhote, ainda em desepero, vê a mãe abandoná-lo, e desaparecer na espêssa mata à sua frente.
O leopardo, agora sim senhor absoluto da situação, ajeita então a sua vítima para lhe desferir a derradeira mordida.
Porém, antes que a execute, é surpreendido pelo retorno da mãe..., seguida de toda a manada. Que forma uma densa massa de búfalos ameaçadores, à sua frente.
Surprêso este alivia a pressão sobre sua prêsa, que ao ver o reforço buscado por sua mãe, e sentir a diminuição das patas sobre si, aproveita o instante para se levanntar, e adentrar naquela massa negra, que se abre, gradativamente, `a sua passagem, para protegê-lo.
Assim que o filhote é posto em segurança, todo o grupo, como se fosse um só animal, parte para cima de seu predador. Que agora se vê obrigado a se retirar, diante de tão grande demonstração de união e força.
Imaginei ali, o filhote, como uma pessoa que luta contra uma dependência química qualquer. No caso representada pelo leopardo.
A búfala mãe, e seu bando, como os familiares e amigos, que acreditam, embora o filhote não mais acreditasse, assim como também muitos dependentes não acreditam, que suas vidas sempre teem uma chance de serem salvas.
Porém, de nada adiantaria a união do grupo, se o filhote não tivesse se levantado com suas próprias pernas e buscado o refúgio seguro.
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