Ainda era madrugada quando acordei.
Havia perdido o sono. Na verdade durmo muito pouco. Então, saí à varanda para apanhar o frescor daquele final de outono.
Meu penssamento vagava sem rumo certo.
Nos postes da rua insetos inocentes, e hipnóticamente, se encantavam com o brilho traiçoeiro, daquela luz. E tentavam alcançá-la, antes que outro lhe chegasse à frente.
Quando conseguiam, e muitos naguela ânsia alucinógena o conseguiam, caím ao chão com suas asas queimadas. Outras vezes eram seus própios corpos.
Alguns, após aquela "conquista", ainda podiam rastejar pelo chão. Outros,porém, ficavam a se contorcerem. E Outros, ainda,simplesmente ficavam inertes. Sem vida.
A doce ilusão dos insetos também é a mesma estúpida ilusão dos homens.
Em sua busca pelo "brilho ilusório do sucesso", em suas ambições, dexam para trás amigos, famílía, religião... o amor.
A essência de toda a existência humana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário