" O CASO ZÉ LUIZ "

                         Minha tia Dóxia morava em um bairro próximo ao nosso.
                         Sua casa possuia um belo quintal com mangueiras, castanheiras e outras frutas.
                         Numa generosa parte deste quintal, um cercado, reinava soberano o galo "Zé Luiz".
                         Nenhum de nós entrava em seus domínios. Pois ele defendia seu espaço com carreiras e bicadas, ao invasor.
                         Porém um dia Zé Luiz, o galo, começou a ter problemas com uma gangue que lhe saqueava parte do alimento, pôsto por minha tia, para sustento seu e de suas seis espôsas galináceas: a "gangue dos pombos".
                        Minha tia então pediu ajuda à única equipe capaz de resolver tal tipo de problema : "A Equipe Filhos e Sobrinhos".
                        Eu meu irmão e meus primos fizemos então um levantamento da situação, e procuramos a melhor forma de resolvê-lo.
                        Fizemos nossa planilha tática para agirmos por etapas.
                      
                        " Etapa 1" : Capturar os Pombos.
                        " Etapa 2" : Não sermos descobertos pelo vizinho que os criavam.
                        " Etapa 3" : Remover os elemento invasores, capturados, para um lugar onde não lhes fosse possível retornarem, de modo a não levantarmos suspeitas.
                       
                        Éramos totalmente contra a execução de qualquer dos prisioneiros feitos.
                        Foi em um domingo, em que fomos à casa de minha avó, distante dez quilômetros,que descobrimos o lugar perfeito para ser a nova morada dos elementos capturados.
                        Sempre que íamos à casa de minha avó de ônibus, descíamos em um ponto onde precisávamos caminhar mais tres quilômetros para chegarmos.
                        Esta parada de ônibus era próxima de onde minha tia Raque trabalhava. E, naquele domingo, ao passarmos no trabalho dela para visitá-la, e lhe pedir sua benção, ela nos levou ao fundo da loja para nos mostrar a mais nova "invenção" de seu patrão : criação de pombos.
                        Nossos olhos brilharam na hora.
                        Um sorriso de : "Isso, esse é o lugar ", surgiu em cada carinha nossa.
                        À cada domingo seguinte fizemos a doação de dois novos pombos à criação de seu patrão.
                     
                       A tática:
                       Meus primos armavam uma arapuca nos domínios do Zé Luíz, de manhã, deixando-o preso em um cercadinho.
                       Assim, quando um dos meliantes era capturado, eu e meu irmão, ao virmos da escola, passávamos por lá e o transportávamos, em nossa sacola, para nossa casa, em outro bairro.
                       No domingo seguinte, dois desses invasores capturados eram transportados de ônibus até sua nova morada.
                     O vizinho de minha tia, óbvio, percebeu que sua população de pombos começou a se reduzir consideravelmante.
                     Passou então a criá-los presos. E, posteriormente os transferiu para outro lugar mais seguro. Visto que, sempre qie os soltava, um não lhe retornava.
                     Como em nossa região haviam muitos gaviões supôs serem o motivo dos desaparecimentos.
                     Tia Dóxia ficou feliz por não ter tido que entrar em atrito com um de seus vizinhos.
                     Ó Zé Luiz pôde voltar a circular por seus domínios, com suas seis espôsas, tranquilamente,sem ter que se preocupar em defender seu alimento da gangue dos pombos.
                     A equipe "Fihos & Sobrinhos" recebeu de recompensa, pela remoção de quatorze elemento invasores, suco e biscoitos num café da tarde.

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